quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Me Tranquei


Entre sonho e fantasias estou aqui, pensando em você;

O quanto te amei, entreguei me de corpo e alma...
Ah...quem dera tu fosse realmente o Homem que eu criei
Em meus sonhos e fantasias
Você já me fez chorar, ja me fez sorrir, por causa de você eu sofri,
Eu te amei, mais sofri, te perdoei, me arrependi, chorei quando não tinha você
Eu me arrependo de ter te amado,
chorei por sempre tentar ser a melhor e sempre achar que você merecia cada vez mais.
Não me culpo por nada. Eu sofri, amei, gritei merda, falei palavrão e contei toda história.
Eu já tentei seguir meu coração inumeras vezes, eu me tranquei, eu chorei. Eu sofri, eu precisei ficar dias sem comer, e horas sem dormir. Até eu descobrir que o amor verdadeiro só vai vir até mim quando eu deixar ele de lado e gritar
”Foda-se"

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Uma declaração de ódio


Eu nunca consegui
escrever
nos meus melhores momentos.
Como quando estava alegre,
ou quando me pediam.
Escrever, para mim,
e, acho, para os que realmente gostam
– e precisam –
disso,
é uma forma de jogar fora
os males, a urucubaca,
ou seja lá como gostem de chamar
seus azares.

Só escrevo quando estou com raiva,
ou triste, ou entediado,
embora neste último caso
seja muito raro,
vez que nunca sinto tédio.
O tédio é uma declaração de cansaço
de si mesmo.
E eu não gosto tanto assim de mim,
mas não trocaria a minha companhia
pela de qualquer um.
De maneira que me sobram
dois momentos
para escrever:
o da raiva e o da tristeza.


Entretanto,
não adianta pensar que escrevo
só quando estou triste.
Porque a tristeza é uma condição
inerente
à minha personalidade
(Personalidade? Eu tenho isso?
Alguém tem?).
Se eu fosse escrever somente estando triste,
eu escreveria todo dia,
toda hora,
a cada instante,
na cama, no ônibus,
na fila do banco,
na praia, à noite,
até mesmo na privada.
Mas confesso
que isto
não seria nada mau.


Mas eu escrevo com mais frequência, sim,
quando estou com raiva.
Escrevo quando triste, também
mas, principalmente, quando
estou com raiva.
Escrevo para me livrar dos fantasmas
vivos e mortos
que vivem a me incomodar.


Portanto,
Não procure humor no que escrevo,
porque não sou bem-humorado.
Não procure conselhos
nas minhas letras,
porque nelas estão
minha declaração de ódio
para com este mundo
e tudo o que lhe pertence
e lhe quer pertencer.
E em relação a tudo isso,
não existe nada
mais vazio de sentido.

Encontros E Desencontros

Na praça vazia

Ao sol da tarde

Quando o vento corta o silêncio
Pode-se ver uma silhueta
Por detrás das árvores
Relembrando uma pessoa
Que à muito tempo não vejo
E à tempos não me escreve

Acho que a vi

Na semana passada

Num dia qualquer
Que passou sem se notar...

E nesses encontros e desencontros
Não há palavras para se dizer,
Mas um olhar ameniza a saudade
Que um sorriso encerra.

Falta


Falta-me o espaço,
Em teus laços
Cessão as palavras
Dos teus dizeres
Neste silêncio
Nada há de ser pior

Falta-me reação
Para fazer-te regressar
Seus passos distantes
São marcas na areia
Passado concreto
Irreversível

Falta-me zelo
Para com meu amores
De atenção dividida
Resta a solidão
Das horas vazias

Falta-me a ternura
De tuas carícias
Tão raras
Quanto teu sorriso
Que outrora me alegrava

Falta-me o tempo
Desperdiçado com mentiras
Talvez seja porque
Teu outro querer
Não me compreende

Coração Partido


Tenho um coração partido
Você quis assim,
Você foge de mim
Como a lua do sol
Como a escuridão da luz

Você não compreende
Nem quer me deixa explicar
O que poderia fazer pra me ouvir...

Você diz que o tempo transforma tudo,
Mas não faz nada pra mudar seu destino
Será que o tempo mudará o que sinto por você?
Ou você faria qualquer coisa
Pra que este seja o amanhã

Conte-me seus temores
Diga porque tem que ser assim

Você realmente que me ver partir
Como a morte que chega silenciosa
Que acaba com planos de uma vida

Você quer ser mais um
Em uma multidão solitária
Você quer ser aquele que grita
E que ninguém pode te ouvir

De você nada mais espero
Porque eu tenho um coração partido
Você quis assim...